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Pequeno ensaio sobre a bondade

(Estudo de psicologia nº1 - I parte)

Dizem que ninguém é totalmente bom nem totalmente ruim e que todos nós somos capazes de matar e roubar. Acontece que certos adjetivos atribuídos a certas pessoas podem causar revolta nela mesma por se achar incapaz, por exemplo, de matar, ou de roubar. O ego impede que a pessoa reconheça em si mesmo atos que denigram sua personalidade. Isso é autodefesa.

Temos a necessidade de taxar a pessoa que acabamos de conhecer de boa, má, desequlibrada, chata, legal, etc... Essas são nossas primeiras impressões sobre ela. E quando sabemos do "crime" de alguém guardamos isso como o defeito daquela pessoa. Dificilmente um ato de bondade daquele ser poderá ser visto como recuperador, nova criatura, como dizem os fiéis na doutrina cristã.

Como definir uma pessoa como boa ou má? Depende do ponto de vista? Se olhamos para um assassino provado veremos a intensidade da maldade nele se o crime que ele cometeu foi premeditado. Isso agrava seu grau de maldade, porque ele teve tempo de planejar e saborear o que ia fazer. Por outro lado esse mesmo assassino pode ser extremamente carinhoso no amor, digo, com a pessoa amada. Então, nós seres humanos, não temos a capacidade de taxar nenhum indivíduo como bom ou mau, porque não conhecemos por completo seu coração, ou seu pensamento, suas intenções.

Um ser que cometeu um crime provado e tem um lado do seu caráter de extrema bondade possui um certo equilíbrio que foge a nossa compreensão. Se convivemos com esse ser humano e conhecemos seus dois lados, o lado mau e o lado bom, ainda assim não conseguimos defini-lo como bom nem como mau. Essa pessoa causa em nós um desequilíbrio de julgamento e nos mete medo, porque não conseguimos imaginar seus atos futuros, se será bom ou, atos de maldade, já que ela é capaz das duas coisas.

Quem segue a religião cristã sabe que Deus lê os corações dos seres humanos, então, somente ele pode ver se há equilíbrio nesse criminoso, onde a bondade é experimentada em algum ângulo de sua convivência social. Deus instituiu o perdão para regenerar o ser, que mesmo sendo perdoado ainda pode vir a cometer novo crime que o cristão chama pecado.

A nossa tendência de duvidar de tudo pode nos levar a cometer erros de julgamento, porque o mesmo ser que cometeu um crime (um pecado) pode alcançar a graça do perdão de Deus em certo momento da vida e viver em harmonia com Deus e nós continuamos a julgá-lo pelo crime que ele cometeu. Nós não temos capacidade para reconhecer um criminoso perdoado por Deus. Sempre ficará em nossa mente a dúvida sobre ele.

Entre enúmeras coisas que aprendemos em nossa vivência, a bondade não é um conceito a ser aprendido, ou é? Os exemplos de bondade podem causar uma mudança em nosso caráter? Sim! Então como explicar que, por exemplo, uma família com cinco filhos, todos educados iguais, com exemplos de bondade, amor e união, quatro filhos assimilam a boa educação, por assim dizer e um se desvia totalmente e passa a ser a ovelha negra da família? A mim me parece que a bondade é imanente, própria do ser, ou não?  Assim se explicaria que quatro filhos nasceram com a bondade imanente e um não.

Um outro aspecto da bondade é a mudança de comportamento após uma conversão religiosa. O ser assume novos conceitos, pede perdão a Deus, se sente perdoado  e deixa esses novos conceitos moldarem sua personalidade, até que toda a maldade é extinta e toda a bondade aflora.

Pode ocorrer o contrário e isso tenho observado com crescente ascensão: o ser criado na doutrina cristã se desvia dela e assume um ego diferente, individualista e perverso. Esse ser acumula raiva, ódio, sentimentos negativos em si e, ao mesmo tempo veste uma capa de sociabilidade ao ponto de ser amado por outros. Mas, no fundo dele mesmo há ódio, raiva em relação a alguém e esta pessoa pode vir a cometer ato de grande violência contra a pessoa foco da sua raiva.

As questões referentes à bondade depende do estado emocional da pessoa? Eu creio que sim, porém um dos ensinamentos bíblicos diz que devemos ter autocontrole. Sob esse aspecto, se todos os indivíduos aprendessem a ter autocontrole, o grau de bondade afluiria na sociedade tornando os indivíduos mais tolerantes em relação aos outros, sem cartas na manga em relação a uma pessoa determinada, ou contra todas.


OBS: Este ensaio faz parte do estudo particular da autora e seu carinho especial pela doutrina cristã e pela psicologia. Pensar em todos os sentidos é quase um vício, ao qual ela dedica horas e noites de sono.

Estudo de psicologia e religião.
Autora Alda Inácio.

 














   

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